Um garoto morre misteriosamente em um colégio inglês. Anos
depois, essa tragédia se transforma em uma rede de ambição, traição e poder
envolvendo banqueiros, aristocratas e segredos que podem destruir famílias
inteiras. Essa é a premissa de “Uma Fortuna Perigosa”, de Ken
Follett. Se você gosta de intriga, manipulação e personagens que jogam sujo, essa
história vai te prender do começo ao fim, e já adianto que passei muita raiva
com as injustiças dessa narrativa!
“Uma
Fortuna Perigosa”
começa com um evento trágico, a morte de Peter Middleton, um estudante em um
colégio interno tradicional da Inglaterra vitoriana. Seria esse um acidente?
Talvez não. O que parece um episódio isolado, na verdade, é a faísca que acende
uma grande fogueira de conflitos familiares, disputas financeiras e intrigas
políticas.
O cenário é o mundo dos banqueiros no século XIX, onde
reputações valem tanto quanto fortunas, e cada decisão errada pode significar a
ruína de uma dinastia inteira. O enredo acompanha, principalmente, a família
Pilaster, donos de um dos bancos mais respeitados e temidos da Inglaterra. Eles
são o retrato da elite britânica: aparência impecável por fora, mas por dentro
um verdadeiro ninho de cobras.
Entre os personagens, Hugh Pilaster é um dos que mais se
destaca. Ele é o cara que tenta manter a integridade em um ambiente onde isso
pode ser fatal. Quando Tobias Pilaster, pai de Hugh, decide sair do banco e
abrir sua própria empresa, indo contra a tradição familiar, ele é considerado a
ovelha negra da família. Após a falência da mesma, deixando sua família sem
nada e seus funcionários na rua, Tobias tenta contra a própria vida deixando
uma má reputação para Hugh, sua mãe e sua pequena irmã, Dotty, que tentam
diariamente suportar as acusações vindas da própria família sobre a capacidade
de Tobias.
Do outro lado da família temos Augusta, casada com Joseph
Pilaster, tio de Hugh, a verdadeira vilã da história, uma tia manipuladora,
ambiciosa, e absolutamente implacável. Ela faz você amá-la por sua sagacidade e
inteligência e odiá-la por todas as intrigas e infernos que causa em toda a
família para conquistar a posição que deseja na sociedade.
E não para por aí. O livro é cheio de personagens secundários
com papéis importantes para compor a história, com banqueiros rivais que no
decorrer da história se tornam aliados, jovens extremamente ambiciosos e
mulheres inteligentes que tentam encontrar um lugar em um mundo dominado por
homens. É uma trama com várias camadas e a cada página você quer saber mais
como tudo isso vai acabar.
Ken Follett faz o que sabe fazer de melhor, na minha
opinião, ele envolve o leitor. Cada capítulo termina com um gancho que te
obriga a continuar. A escrita é fluida e inteligente, e mesmo quando Follett fala
sobre sistemas bancários ou a política da época, ele faz de um jeito que parece
parte de uma série de suspense.
E mesmo quando você acha que entendeu tudo e que as coisas
podem melhorar vem uma reviravolta. O livro é cheio de pequenas viradas, algumas
discretas, outras de cair o queixo. E sem dar spoiler do final digo que ele é
tão satisfatório quanto surpreendente.
Se você gosta de uma boa história de poder, ganância e
reviravoltas, “Uma Fortuna Perigosa” tem tudo isso e mais um pouco. É
leitura de qualidade, com um ritmo que te prende, personagens que você não
esquece e aquele tipo de tensão que te acompanha até depois de fechar o livro,
e particularmente eu queria mais!
E você, já leu o livro? Me conta
nos comentários o que achou!
E se ainda não leu já coloca na
sua lista.
Até o próximo post!
UMA
FORTUNA PERIGOSA
PÁGINAS:
478
AUTOR:
KEN FOLLETT
EDITORA:
ARQUEIRO
